segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ferramentas úteis para testadores: Jing

    Muitos testadores passam pela experiência de ter que utilizar uma ferramenta para evidências, seja para demonstrar um erro, a resolução de um erro ou até mesmo a confirmação da realização de um teste.
    Claro que existem muitas e nem sempre existe alguém na empresa que procura identificar uma ferramenta que melhore a produtividade da equipe ou até pesquisa sobre uma possível ferramenta, mas pode se deparar na maioria das vezes com uma que é paga. Hoje em dia, não é qualquer empresa que opta pelo investimento em ferramentas de testes não gratuitas.
    Procurando por uma ferramenta de captura e edição de vídeo, pesquisei em um blog(utest) que acompanho a um tempo e vi um top 10 de ferramentas utilizadas por testadores e com classificação realizadas por testadores. E claro, nesse top 10 não faltaria uma ferramenta desse nicho. Olhei rapidamente entre as opções e em segundo lugar estava o Jing.
    O Jing é uma ferramenta gratuita para captura de tela e criação de vídeos. Pela ferramenta não é possível a edição do vídeo, mas exibe um link para edição via "Camtasia Studio" uma ferramenta de edição de vídeos. A edição da imagem é possível antes de salvá-la com itens básicos, como:
  • inclusão de caixa de texto;
  • inclusão de setas indicativas;
  • frames;
  • marcador de texto(com várias opções de cores);
    As imagens podem ser salvas apenas no formato ".png" e os vídeos em formato ".swf", pra quem não sabe, esse formato de vídeo pode ser reproduzido em qualquer navegador, desde que esse tenha o plugin do flash instalado. Sabemos que hoje é quase impossível alguém utilizar um navegador sem instalar o flsh player nele. Claro que pode ser exibido em players convencionais, desde que tenham compatibilidade com o formato do vídeo. E quase me esquecendo, os vídeos tem limite de duração, 5 minutos.
    A simplicidade da ferramenta é um dos pontos fortes, pois apesar de ter configurações básicas demais, tem manuseio extremamente fácil, basta apontar o quadrante e modo de captura(imagem/vídeo). E ainda tem mais, a ferramenta é free.
    Ao instalar a ferramenta uma apresentação é exibida. A apresentação é bem rápida e acredito que a mesma seja suficiente para saber como utilizar a ferramenta.
    Talvez essa seja uma solução para melhorar o trabalho da sua equipe de testes.

Link para download: Clique aqui

quarta-feira, 20 de março de 2013

Quanto ganha um analista de teste?

O salário é um dos principais motivadores na escolha da carreira profissional a seguir. Podemos perceber a quantidade de alunos que saem do ensino médio dizendo que prestarão vestibular para engenharia. É quase certo afirmar que a maioria busca a profissão por expectativa salarial.
Dizer ou saber o salário a um companheiro de trabalho é quase pedir para gerar um sentimento de frustração, seja alheio ou próprio. Isso demonstra a dificuldade de entender o mercado, o motivo da reprovação no processo de seleção, ou até mesmo a insistência do empregador em diminuir drasticamente sua pretensão salarial.
Levantando uma média, baseada em profissionais que conheço na capital mineira,  pode-se dizer que os mais beneficiados são os analistas que começaram quando a área mal era conhecida. Tiveram o aumento sindical ano pós ano, tornando o salário interessante, o que impactou diretamente o outro lado da moeda. Quem está começando se depara com uma briga de interesses, sendo nós profissionais os mais prejudicados.
Tabelas dão uma noção do quanto pedir numa entrevista ou da média salarial, mas se olharmos detalhadamente, chegar próximo a máxima da média é quase impossível. Geralmente divulgam que um Analista Junior, está na faixa de 1.000,00 a 2.000,00 reais, Pleno de 2.000,00 a 3.500,00 e Senior de 3.500,00 a 5.000,00. Em outros estados ou regiões, como São Paulo e Sul respectivamente esse valor pode divergir e muito.
Na tabela tudo demonstra uma intenção salarial justa, mas isso termina ao ingressar no processo seletivo, pois enquanto buscamos um salário igual ou maior a média de cada faixa, nos deparamos com a proposta de um valor próximo a mínima.
Analista Plenos são os que mais se prejudicam, pois ao concorrer com um Junior, tem boas chances de ser eliminado no processo por questões salariais.
Se o seu salário está proximo da máxima das faixas citadas anteriormente, comemore, pois você está num grupo privilegiados. Apesar de acreditar que essa realidade não é exclusiva de uma analista de testes.
E é claro que esse post não foi criado pra desmotivar ninguém, sabemos muito bem que profissionais focados e que gostam do que faz são reconhecidos, não todos como deveriam, mas a maioria tem um reconhecimento até aceitável. Além de acreditar que esse problema existe nas demais profissões da área tecnológica.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pós-Gradução vs. Certificação em Testes. Por que tanta discussão?


   Certificação ou Pós-Graduação em teste de software?
   Essa pergunta sempre tem uma resposta diferente ao consultar alguém que possui tais títulos ou opta por fazer um deles.
   O que a maioria não sabe, é que diferente das certificações voltadas para desenvolvimento, onde a especificação é de uma única linguagem, a de testes já tem uma visão mais ampla, pois abrange todos os tipos de testes e detalhamento de cada um deles. A parte de automação em testes é cobrada de uma forma que não garante ao profissional habilidade em ferramentas, mas o faz entender o propósito e quando devem ser utilizadas.
   Dessa forma, podemos considerar que a certificação(CTFL e CBTS), garante ao testador um conhecimento básico do papel de um profissional da área, seja um Tester, Analista de Teste, Arquiteto ou Líder. Existem certificações que exigem conhecimento maior, como a CTAL, que dentre elas é a única disponível em nossa língua. Se você deseja outra certificação além da CTAL que exige este nível de conhecimento é bom ter inglês na bagagem.
   A CBTS tem um apelo pela teoria, são vários conceitos cobrados na prova e muitos não cobrados na prática, mas não se torna um problema para quem ler o livro(pelo menos umas 2 vezes :-D). Já a CTFL te faz pensar na resposta de cada questão, impondo situações que por ventura venham a ocorrer e seu conhecimento teórico seja corretamente utilizado na prática.
    E a pós-graduação? Enquanto a certificação pode ser feita em qualquer lugar, podemos assim dizer, a pós-graduação ainda é pouco disponível. Como residente de Belo Horizonte-MG, conheço apenas uma faculdade que possui o curso. Conheço um em Brasília-DF, mas este já é a distância.
   A grade de uma graduação deve ser avaliada minuciosamente, pois além de ser um investimento bem maior, pelo menos deve satisfazer as necessidades do profissional quanto ao nível da qualificação desejada.
   A pós-graduação se mostra como uma opção mais interessante, pois traz muito mais conteúdo, pois não se baseia em apenas em um documento ou livro. Mas vai pesar muito mais no bolso, enquanto uma certificação custa entre 300,00 a 500,00 reais, a pós-graduação pode ter um valor até 20 vezes maior.
   E como acreditamos que o mercado vê essa diferença. Está aí um ponto a ser discutido, pois nem o mercado está totalmente ciente da existência de pós-graduação. Na maioria dos pré-requisitos de vagas, a certificação é sempre citada, seja obrigatória ou como uma desejável condição. O que vou dizer agora é uma opinião minha, mas acredito que o peso da certificação ainda é maior.
   Vale a pena fazer uma pós-graduação, pois é certo que ela vai destacar seu currículo no momento da seleção de uma vaga de emprego, mas como ter uma certificação custa pouco, vale a pena colocá-la como primeiro plano.
  

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Top 10: O que poderia ter sido evitado em 2012 com ajuda dos testes de software

2012 chegando ao fim e como era de se esperar teve muita coisa acontecendo nesses 300 e poucos dias. É claro que temos acontecimentos mais importantes como lançamento do novo iphone, novo windows, massacre nos EUA, lançamento do filme 'O hobbit' em 48fps e vários outros acontecimentos que você vai ver em vários sites. Pensando em acontecimentos relacionados aos assuntos do blog, resolvi postar um top10 que envolve testes de sistema ou que de alguma forma possui uma relação com o asssunto.

Como sempre o setor tecnológico teve um papel bem relevante, seja positivamente ou negativamente. Distribuir informação em tempo real, pode acabar com a imagem de alguém em uma velocidade absurda. Quando a nokia por exemplo, divulgou o vídeo de apresentação do pureview, não percebeu que no fundo de uma das imagens, foi refletida a imagem de uma câmera profissional gravando o comercial. As redes sociais e blogs já comentavam o vacilo em todos os cantos do globo terrestre.

Olhando pelo lado negativo, vemos vários erros que poderiam ser evitados se testes tivessem sido executados ou melhor trabalhados.


10. CBV85

Já ouviu falar desse código? Se você gosta de viajar de avião você perdeu uma oportunidade de ter 80% de desconto em passagens aéreas da GOL. A CBV(Confederação Brasileira de Volei) deixou vazar o código CBV85 como código de desconto para compra de passagens aéreas, não se sabe como vazou e mais de 5 mil pessoas aproveitaram da situação e realizaram sua compra a preço de banana, ou quase isso. A GOL ao perceber a falha bloqueiou o código e disse que não impediria os clientes que utilizaram o código de embarcar.


 09. Amazon Web Services

O serviço de armazenamento em nuvem da Amazon.com, ficou fora do ar em São Paulo, derrubando vários sites hospedados pelo serviço. A Amazon não é a primeira a ter problemas graves como esse para serviços em nuvem, o serviço tem suas vantagens, mas parece que ainda precisa melhorar um pouco, pois quase 50% de empresas questionadas sobre o assunto reportaram encontrar problemas com o serviço.

08. Congestionamento na Black Friday

Quem diria que um movimento ainda fraco em território nacional poderia causar tanto transtorno. Apesar das "promoções enganosas", o movimento só mostrou como o consumidor não pode ouvir a palavra desconto, milhares e milhares de promoções sendo disputadas e pouca coisa foi levada pra casa. Motivo? Ninguém conseguia comprar, os sites não suportavam a carga de usuários, gerando insatisfação e frustração em massa.

07. Smartphones de graça

 Quando? Onde? No dia 27 de outubro a notícia se espalhou rápidamente e todo mundo correu para o site da vivo para garantir o seu smartphone sem pagar nada em troca. Lógico que algo estava errado e segundo a operadora ocorreu um falha no sistema. Quem tentou dar uma de espertinho acabou sendo acionado recebendo a informação de que o pedido seria cancelado.

E esse não foi o único problema da operadora no ano, em outra ocasião, o site ficou fora do ar e ainda cancelou alguns pedidos sem justificativas.

06. Fies e os dados bancários

 Imagine ter seus dados financeiros expostos, é um prato cheio para ladrões se aproveitarem e te dar um baita prejuízo. Parece que todo ano o MEC dá um jeito de 'ferrar' com o estudante. Depois do badalado vazamento das provas do enem, surge uma falha no site do FIES(Programa de Financiamento Estudantil), expondo dados pessoais e bancários de aderentes do programa. E a falha de segurança era grande, pois bastava alterar a numeração do link para ter acesso as informações de outro candidato.

 05. Operadoras proibidas de continuar as vendas de chip

 Pois é, aconteceu até no setor de telecomunicações. Lembro-me de viajar pra Alagoas e na tentativa de comprar um chip da Tim eu fui barrado, a operada não podia comercializar chips até que fizesse a reestruturação de toda a linha. A falha aqui é mais para planejamento do que para testes, mas acabou merecendo um espaço nesse tópico.

 04. Travamento do Windows 8

 Travar em apresentação de um novo sistema parece marca registrada da MS, alguns até brincam que sem tela azul de erro, não é mais um sistema da Microsoft.

Porque será que depois de tantos anos a história ainda se repete? Ninguém sabe, mas com tantas versões lançadas, já passou da hora de identificar a causa e corrigir esse problema.

03. Diablo III

 Esse sim um exemplo de falta de um bom teste de carga, o jogo demorou anos para ser lançado, a expectativa enorme e os fãs da saga eufóricos com a chegada do novo título. E a quantidade de fãs era tão grande quanto a expectativa do lançamento. E junto com o lançamento a agonia de ver a rede caindo de tempos em tempos, como diria a "Carminha", o servidor não aguentou, não tinha capacidade para manter todos os usuários ON em perfeito estado.

02. IOS Maps

Desde o começo de 2012 só se falava do Iphone 5, nem parecia que estávamos falando de um smartphone. O smartphone está tão forte no mercado que agora já é o item mais desejado dos jovens, mais desejado até que um carro na garagem. E a nova versão desse ícone que em gerações anteriores foi a revolução da categoria, não saiu ilesa. Tudo isso porque o pessoal da Apple resolveu criar seu próprio serviço de mapas. E para estar aqui com certeza algo de errado aconteceu, e o erro foi dos grandes, imagens distorcidas, locais indistiguíveis e a reputação foi abalada.

Não foi tão abalada a ponto de perder as possíveis exorbitantes vendas, pois os números de venda, fazem do lançamento do produto um sucesso. Mas querendo ou não, acabou abalando a confiança do sistema que vem de uma fama impecável.

 01. Urnas

O sistema de votos brasileiro, tão elogiado mundialmente, teve sua reputação compremitida, tudo isso porque um mero cidadão, mostrou que o sistema das urnas possui falhas, podendo mudar o resultado de várias formas, ou seja, manipular a eleição não seria difícil. Aí fica a dúvida: Será que esta falha foi descoberta só agora? Ou será que algum candidato já se aproveitou da situação antes.

Ninguém sabe, mas a partir de agora os testes deverão ser mais rigorosos para o sistema.

A lista poderia se extender, como por exemplo, a promoção da submarino que estava vendendo o xbox 360 a R$249,90 e lógico que não era uma promoção.

Essa lista deixa claro como o papel dos testes é importante e necessita de uma atenção maior na hora de entregar um sistema ou uma nova versão.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Cursos de teste de software de baixo custo

Fazer um curso por conta própria requer disciplina e principalmente uma grana extra. Muitas vezes desistimos de fazer um curso pelo alto valor e a possibilidade de não obter o resultado esperado.

Comecei a pesquisar vários cursos e a viabilidade de cada um, a disponibilidade é até satisfatória, mas o mesmo não pode ser dito na questão preço. Claro que deve-se olhar para o outro lado, onde existem os custos para manter os cursos ativos. Mas também existem recursos que facilitam para ambos os lados, é aí que entra a internet, executando seu principal papel, a distribuição de informação.

Encontrei na pesquisa um post do blog "Sem bugs" informações sobre cursos de baixo custo, além de serem baratos, ainda permitem pagamento facilitado, ou seja, parcelado. Isso pode soar engraçado, mas me faz lembrar o dia em que minha primeira estava querendo comprar um vestido e tinha vergonha de perguntar na loja se dividia, querendo a todo custo que eu descobrisse para ela.

As opções de cursos já possuem um pacote interessante, os cursos que serão oferecidos são: Selenium IDE, WebDriver, Mantis, Testlink, Arquitetura de Automação, Planejamento de Teste, Como reportar bugs, Criando um Caso de Teste na prática, Práticas de execução de teste e Teste sem ou com pouca documentação.

Os cursos são interessantes, visto que é válido para quem está ingressando na área e também para quem já é experiente, pois mesmo os experientes necessitam de uma atualizada nos conteúdos. Além disso é uma forma de conhecer algumas coisas que só se houve falar por aí, mas ainda não tem um conhecimento básico de cada um desses.

Se você está interessado, acesse o site cursodeteste e marque os cursos de seu interesse, pois o material dos cursos já estão sendo preparados e pelo que parece os cursos com maior quantidade de votos(com maior número de interessados), serão disponibilizados primeiro.

Ajude a divulgar os cursos, pois é desse tipo de iniciativa que precisamos para fortalecer a área de testes e também contribuir para o seu crescimento.


Você também pode seguir o twitter e a fan page no Facebook.
Twitter: @cursosdeteste
Facebook: Cursos de Teste



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O que NÃO pode ser dito a nós testadores? Parte III (Final)

Chegamos a última parte do assunto da semana e é claro que não foi somente o top5 que abordei, temos vários outros. Mas, que fique claro que esse não é um tópico que critica desenvolvedores, afinal qualquer expressão mal interpretada pode causar transtornos no dia-a-dia. Querendo ou não, não são só desenvolvedores que compartilham essa opinião.

Infelizmente a área de testes ainda não tem o espaço merecido no mercado, mas felizmente seu crescimento é notável, o que estimula a aquisição de novos testadores e afins, fortalecendo o segmento.


5. O que você quer dizer quando diz que não está funcionando? Funciona na minha máquina.

 Deixei essa por último, pois com certeza todo testador já ouviu isso antes. Muitos aindam não sabem que um único sistema pode ter vários comportamentos, onde vários fatores influenciam como: hardware, usuário, entrada de dados e outros.
 Nesses meus quatro anos que estou na área, já ouvi isso várias vezes, mas como acredito que já pode ter acontecido com todos, nem sempre estamos certo, pode ser que por algum ponto deixado para trás, foi executado o teste de forma indevida e logicamente o resultado não foi o mesmo. A questão é que sempre devemos ficar atentos quando identificado um bug, pois ambos os lados podem ter deixado algo passar, pode ser um parâmetro não informado, um componente não atualizado, um commit não executado, um rollback com falhas, entre outros.
  Nesse momento é necessário um certo cuidado com o que é dito um para o outro, pois ninguém quer receber a culpa e pode ser aí que as insinuações começam e geram conflitos, basicamente é a partir desse ponto que criaram o mito de que desenvolvedores e testers não se dão bem. A maioria sempre tem um desenvolvedor que não é lá muito gente boa, mas sabemos muito bem que trabalhar de forma conjunta e não ficar rolando a culpa torna o ambiente agradável e o trabalho fica mais produtivo.

Pra finalizar colocarei aqui algumas que também não podem ser esquecidas:

  • Por quê você não encontrou isso?
  • Acredite em mim, está funcionando.
  • Eu mesmo testei, então não precisa se preocupar.
  • Testar não é um trabalho de verdade.
  • Você é um QA? É sua obrigação garantir que o sistema seja de alta qualidade.
  • Eu tenho certeza que esse bug foi corrigido.
  • Você deve ter feito alguma coisa errada.
  • Usuários normais não executam esse cenário.
  • Seu teste não é válido, pois funciona no ambiente de desenvolvimento.
  • Estava funcionando ontem.
  • O problema está entre a cadeira e o teclado.
Espero que tenham gostado do post, foi meio corrida a semana, mas deu pra concluir.


 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O que NÃO pode ser dito a nós testadores? Parte II

Chegando na segunda parte do post de ontem, e continuando com aquelas expressões que com certeza fariam nosso dia melhor se não existissem. :D
 
 
3.      O que você está fazendo é chato pra caramba, então você deve estar tão entediado que não consegue aguentar.

Isto com certeza é um mito dos grandes, mas esse mito é fácil de explicar sem deixar dúvida. Todo trabalho pode passar por momentos entediantes, mas quando é feito algo que se gosta o tédio deixa de existir. Há também grupos de discussão, artigos e até mesmo blogs, que estão aí pra mostrar que testar é um trabalho que gera motivação e em nenhum momento faz parecer chato.

Michael Bolton fez uma citação que expressa bem essa situação, ele diz que testar é algo que fazemos com a motivação de descobrir novas informações, que é um processo de exploração, descobertas, investigação e aprendizado. Quando nós configuramos, operamos e observamos um produto com a intenção de fazê-lo evoluir ou com a intenção de reconhecer o problema que não foi previsto, estamos testando.

 

4.      Não seria bem mais fácil uma máquina fazer isso?

A resposta desse pergunta vai depender do que será feito, mas mesmo se a resposta dessa pergunta fosse “Sim”, quem poderia administrar a automatização? Quem iria analisar os resultados? Quem iria definir a ferramenta a ser utilizada e decidir onde e quando seria implementada? Isso não se compara a necessidade dos testes manuais. Máquinas podem fazer muitas coisas, mas substituir testadores não é e nunca será uma dessas coisas.

Ao restante da semana, será postada a última parte... Não tive tempo de concluir nessa segunda parte, mas falta pouco para concluir a parte final...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O que NÃO pode ser dito a nós testadores? Parte I


Conhecemos bem alguns ditados na que nós testadores nunca devemos falar, uma das mais famosas expressões, é: “O software não possui defeitos”. Sabemos muito bem que isso é um mito e que nenhum software está livre de defeitos, pois é desenvolvido por nós seres humanos, seres propícios ao erro.

Então seguiremos para outro ponto de vista, o que NÃO pode ser dito a nós testadores? O que deve ficar claro para quem utiliza teste de software no ciclo de vida de um projeto. O que pode esclarecer o ponto de vista de amigos, familiares, colegas de trabalho ou qualquer um interessado no assunto sobre coisas que não devem ser ditas.

Alguns pontos que devem ter uma atenção maior:
 

1.       “Você pode apressar os testes e terminá-los rápido”? Estamos com o prazo curto.

Um bom testador sabe que isso impacta diretamente na qualidade dos testes e impactando a qualidade dos testes, quem no final terá a qualidade comprometida é o produto como um todo. Por esse motivo, não deve “ser apressado”. Ser apressado é diferente de ser ágil, se perceber que o tempo não é suficiente, comunique o mais cedo possível, para que possa ser analisado o que será feito de acordo com o prazo.

Se os testes tiverem atrasos para serem iniciados, eles serão menos efetivos. O ciclo de vida do desenvolvimento deve ser sincronizado aos testes, afinal, testes geram retrabalho, esse que é exponencialmente maior à medida que os defeitos são encontrados.
 
2.      Prometa-me que não existem defeitos no sistema, certo?
Sabemos muito bem que o que deve ser dito de imediato é: “Errado”. Nenhum sistema está imune a defeitos. Isso nem precisa ser dito aos bons testadores, mas como dizem, quanto mais você lê, mais difícil se esquecer.
De fato, é praticamente impossível esquecer essa “regra” e muitas vezes as pessoas esquecem, por esse motivo deve estar explicitamente claro, tanto para a equipe, quanto para o cliente.
Temos que garantir a qualidade que pode ser medida a partir da quantidade de defeitos encontrados. Qualidade essa que pode ser muito bem explicada por um conceito básico: Quanto menor o número de defeitos encontrados, maior a qualidade e vice-versa.
Sendo assim, deixe as promessas para a equipe de marketing e vendas e continue testando conforme a realidade que conhecemos.

Ao longo da semana serão postados os demais pontos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O que esperar do teste de software nos próximos anos.

Atualmente o setor de tecnologia está em alta e isso não é novidade nenhuma para quem está acompanhando as notícias da área. Com tantas áreas em ascendência, como engenharia, telecomunicações, transportes, energia e etc., muitos procuram uma forma de ingressar nesses mercados promissores.

No Brasil, o setor tecnológico cresce exponencialmente e temos uma concentração muito grande de profissionais, e mesmo com um número alto, falta mão de obra qualificada, apesar de isso ser unânime em qualquer área. Mas, isso não dificulta muito a vida de quem tem interesse em entrar de cabeça em uma das profissões disponíveis no setor, e são várias.

O assunto que intensifica a força da tecnologia no Brasil, é o fato das olimpíadas e copa do mundo estarem próximas, tornando necessário aumentar a disponibilidade de recursos.

A área de testes, que por anos foi desprezada está pegando o barco e seguindo na direção do crescimento. Mas, por que razão ela é importante agora? Essa resposta é bem simples: Dinheiro! 
Estranho? Nao. Falhas em sistema, geram prejuízos enormes, só nos EUA os prejuízos financeiros estão estimados em 150 bilhões de dólares ao ano e podendo chegar a 500 bilhões em todo o planeta.

Empresas mais "maduras" que incluíram planejamento de testes de software na estratégia de desenvolvimento dos sistemas vem sentindo a importância dos testes no ciclo de vida de desenvolvimento. O planejamento de testes, pode reduzir em alta escala a presença de defeitos, pode aumentar a satisfação do usuário. E falando em dinheiro, reduz os custos. Todo mundo que trabalha na área sabe que quanto mais cedo identificado o defeito, menor o custo de correção, além de impedir que o mesmo chegue ao usuário final.

Estudos apontam que até o final de 2012, o mercado mundial de testes de software movimente em torno de 130 bilhões de euros, e desses quase 2% seriam potencialmente no Brasil. Questões culturais impedem o Brasil de se fortalecer na inclusão dos testes dentro das empresas, mas podemos esperar que o momento em que o dinheiro vai falar mais alto, não vai demorar pra chegar.

Escolher se tornar um profissional de teste, seja Testador, Analista de Testes e afins não deixa de ser uma boa escolha. Pois, apesar do mercado apresentar surpresas, muitas pistas são apresentadas do que está por vir e quando esse momento chegar você já vai estar preparado para se destacar.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Conhecendo o uTest mais de perto

 
    Há um tempo publiquei em meu blog referente ao Crowdtest, este que pode ser rentável ao testador conforme quantidade e tipo de erros encontrados nos projetos que participa. 

    Um dia mexendo no LinkedIn, vi comentários referentes ao uTest e procurei me aprofundar sobre o assunto. No início até achei que seria uma ferramenta de automatização de testes, mas vi que não era bem isso.

     O uTest assim como o Crowdtest paga testadores por defeitos encontrados, mas, não basta se cadastrar no programa e sair testando, existe um processo de classificação, simples, mas que de certa forma garante a integridade da equipe participante. Irei montar um documento que será publicado em alguns dias no blog com todo o cronograma a ser realizado para participação efetiva nos projetos pagos e ainda com a minha experiência no programa. E porque eu disse projetos pagos? Bem, o primeiro projeto na qual você participa é free, ou seja, sem pagamentos. Esse projeto serve para identificar sua capacidade em encontrar defeitos e estabelecer um ranking de seleção de participantes de novos projetos. Não está muito claro ainda, então vamos às etapas do programa.

 

  1. Primeira coisa que você deve saber: Você tem que ter um bom conhecimento em inglês, o site e todo em inglês e reportar erros devera ser feito integralmente neste idioma;
  2. Qualquer um pode participar? Sim, basta se cadastrar no site www.utest.com;
  3. Apos acessar o site e clicar em Sign Up, você cadastra todos os seus dados sociais e referentes a conhecimentos técnicos em teste de software;
  4. Assim que cadastrado, você recebe um convite para participar de um projeto não pago, como falei anteriormente, ele mede sua capacidade ao reportar defeitos, mas você deve revisar bem seus defeitos encontrados, pois somente poderá reportar 4 e a partir desses ha uma escala de pontuação de acordo com o tipo do erro(funcional, segurança, interface... ) e complexidade(baixa, média, grave...);
  5. Reportei 4 erros, já posso participar de projetos pagos? Não necessariamente. Quando você participa desse projeto, outras pessoas também participam e apenas o top 30 passa a integrar a equipe de participantes de projetos pagos;
  6. Não estou no top 30, perdi minhas chances de participar de um projeto pago? Não, você recebera um e-mail com instruções de como adquirir capacitação para entrar neste time;
  7. Como no Crowdtest, seu bug pode ser ou não aprovado, enquanto o projeto estiver ativo, você pode reportar defeitos desde que a quantidade aprovada seja menor que 4, que é a quantidade máxima aceita nesta etapa;
  8. Quando aprovado, você recebe um e-mail com os dados do bug e o valor a ser pago por ele;
  9. Após o fechamento do projeto, você recebe um e-mail informando se você fara ou não parte do time que irá participar de projetos pagos que virão.

Esses são os procedimentos básicos para integrar ao time de testadores do uTest e minha opinião sobre o programa? A ideia e excelente, principalmente para quem procura uma renda extra fora do horário de trabalho, na qual você pode administrar seu tempo livre e se dedicar.

E só isso? Não, não é só isso. Assim como vocês, ainda tenho dúvidas e alguns pontos que ainda requerem um detalhamento maior, como valor pago por defeitos encontrados, tempo necessário de dedicação por  projeto, se vale a pena o esforço requerido, tipos de sistemas a serem testados, entre outros.

 

Existem mais de 55 mil testadores participando do programa e esses são distribuídos em 188 países por todo o mundo, sendo assim, pode ter certeza que tem bastante coisa a ser testada.

 

Os testes são feitos a partir de aplicações web, desktop e moveis.

 

Quem tiver duvidas, não hesite em perguntar, acredito que o descrito acima e um conceito bem básico e no surgimento de dúvidas me ajudaria com a elaboração do próximo post onde trarei mais detalhes.

 

Ate a próxima... :-D

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Último dia CTFL de Outubro

Atenção testadores, pra você que esqueceu, hoje é o último dia para fazer a inscrição para a CTFL de outubro.
Como sempre o valor é de R$350,00 e pode ser pago em até 12x via pagseguro(com pequena taxa de juros).

Também é o último dia para inscrições da CTAL-TA, CTAL-TM, CTAL-TTA.

Mais informações disponíveis no Guia do candidato.

No mais, bons estudos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Você é um Analista de Testes? Quanto você sabe sobre teste de software?

   Em testes de software existem profissionais com diferentes níveis de conhecimento e no entanto diferentes níveis nos cargos.
Mas está aí uma grande perspecção minha sobre isso, pois atualmente no mercado existem muitos Testedores, Analistas de testes, Líderes de testes e Arquitetos de testes. Os dois primeiros são mais comuns e entre eles também é comum a definição de "nível" de conhecimento/experiência de cada um deles.
     Após essa intro podemos chegar na pergunta do tópico, quanto você sabe de testes de software? Trabalho em uma das maiores cidades do Brasil e nela concentra-se um bom número de profissionais da área, e dentre os que trabalhei havia vários em diferentes níveis de Junior a Senior e o que vi nisso tudo? Vi como o mercado é deficiente na definição do nível de cada um.
     Hoje um testador Junior pode ter vários perfis, pode necessitar de experiência, pode necessitar de um curso de nível superior ou cursando um nível superior e até mesmo não ter nada disso.
A partir daí vem as falhas desse "nivelamento". Existem profissionais Junior com um nível de conhecimento maior que alguns profissionais Plenos assim como Plenos com mais conhecimento aos Seniors.
Como posso afirmar isso? Simples, já trabalhei com profissionais plenos e por incrível que pareça, Seniors que nem sabiam me dizer a diferença de testes funcionais para não-funcionais. Outro ponto que me deixava inconformado é um profissional intitulado Senior, não saber que existem certificações na área ou a diferença de CBTS para CTFL.
     Nesse cenário ficam várias impressões, sendo que nada pode ser dito preciptadamente, mas dentre elas surgem questionamentos como:
- Eu precisei estudar para isso?
- Eu preciso me dedicar mais ou só preciso esperar o tempo passar?
- Vale a pena ter uma certificação?
- Vale a pena continuar na área de testes?
     Não só testadores, mas também profissionais da área de tecnologia estão submetidos a se encaixarem no mercado sem muitas vezes poder traçar um objetivo/meta a longo prazo, pois nem todos os testadores pensam em ficar na área por mais de 5 anos sem se tornar senior ou alcançar um cargo de líder, fato raro quando acontece. Fato é que, o mercado não ajuda aos que iniciam a carreira e tentam melhorar o conhecimento na área, incentivando-o a mudar de profissão o mais rápido possível, seja para se tornar um analista de requisitos ou analista de sistemas e até mesmo administrador de banco de dados.
    Se acham que faltou um ponto importante acima a ser abordado. Vou tentar deixar o blog mais atualizado com atualizações constantes e outros temas.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Pós-Graduação em Teste e Qualidade de Software em Belo Horizonte

É isso mesmo, será realizado em Belo Horizonte, um curso de pós-graduação em Teste e Qualidade de Software, a instituição que irá disponibilizar o mesmo é a Faculdade UNA. A primeira turma terá início à partir do segundo semestre de 2011. Esperamos que o curso se estabilize apesar de termos poucos profissionais que levam a área de testes a sério ou simplesmente não encontram cursos realmente focados em testes de software.

Com esse novo curso, os Analistas de teste, Testadores e afins que geralmente acabam executando a mesma função, não pela profissão e sim pelo o que as empresas determinam que de devem fazer ou usam disso para pagar salários menores e tal, enfim quem trabalha na área conhece bem essa história.

Voltando ao curso, o mesmo possui a seguinte grade de disciplinas:
  • Processos de Software Formais
  • Processos de Software Ágeis
  • Teste e Qualidade de software
  • Inspeções e Métricas de Software
  • Planejamento de Teste de Software
  • Gerenciamento de Teste de Software
  • Métodos e Técnicas de Pesquisa
  • Teste de Usabilidade
  • Qualidade de Código
  • Automação de teste de software I
  • Automação de teste de software II
  • Gerenciamento de Configuração e Integração Contínua
 O curso será realizado às sextas-feiras, das 19h10 às 22h40, sábados, das 08h30 às 12h00 e eventuais sábados à tarde das 13h00 às 16h30, o mesmo possui carga horária de 360h/aula.

Investimento do curso
Valor Integral = R$ 7.540,00 ou 18 X R$ 511,82
Valor com Desconto = R$ 7.370,21 ou 18x: R$ 409,46*
Valor Integral = R$ 7.540,00 ou 10 X R$ 848,21
Valor com Desconto = R$ 6.785,68 ou 10x: R$ 678,57*
Valor Integral = R$ 7.540,00 ou 3 X R$ 2.513,33
Valor com Desconto = R$ 6.032,00 ou 3x: R$ 2010,67*

* O valor do respectivo curso está com 20% de desconto e será praticado apenas para matrículas efetivadas até o dia 10-06-2011.


Para mais informações: http://una.br/curso/pos-graduacao-mba-especializacao/pos-graduacao-em-teste-e-qualidade-de-software

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pós-Graduação em Engenharia e Qualidade de Software com o Modelo MPS

A faculdade Puc-Minas (Campus Liberdade) possui uma pós-graduação em Engenharia e Qualidade de Software com o Modelo MPS, para os interessados, o curso tem início em setembro desse ano(2011) e término em outubro de 2012.

Disciplinas abordadas:
- Conceitos de Engenharia de Software
- Engenharia de Requisitos - I
- Gerência de Projetos e Portfólios
- Gerência de Configuração
- Garantia da Qualidade
- Medições
- Controle Estatístico de Processo
- Processos de Software
- Gerência de Recursos Humanos e de Conhecimentos
- Gerência de Decisões
- Verificação e Validação de Software
- Construção e Integração de SW (arquitetura)
- Engenharia de Reutilização
- Aquisições
- Abordagem para desenvolvimento de software
- Metodologia de trabalho científico
- Melhoria de Processos
- Gerência quantitativa de Projetos
- Estruturas de dados para repositórios
- Seminários: Aplicações de MPS.BR em empresas

O curso possui carga horária de 432hs aula. O curso é noturno de 19h às 22h30, tendo aulas às segundas, terças e quartas-feiras.

Mais informações no site: http://www.pucminas.br/cursos/dados_cursos.php?tipo=2&instituto=403010000&pai=339&pagina=747&menu=943&cabecalho=14&lateral=18&situacao=201102&curso=2579

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Certificação CBTS maio/2011

Dia 28 de maio teremos a primeira de 2 aplicações para a tentativa de certificação para a CBTS. Lendo o manual do candidato percebi que o material anteriormente disponibilizado pela ALATS referente ao MPT - Melhoria de Processo de Teste não está na referência bibliográfica, ainda estou em dúvida, mas tudo indica que não será necessário estudar o mesmo para realização da prova.

Como anteriormente, a prova terá 100 questões e para cerificar-se serão necessários 75% de acertos.

Então, boa sorte à todos os candidatos.  

quinta-feira, 24 de março de 2011

Mais ou menos o que se passa no cotidiano do analista de sistemas

Um homem anda por uma estrada próxima a uma cidade, quando percebe, a pouca distância, um balão voando baixo. O balonista lhe acena desesperadamente, consegue fazer o balão baixar o máximo possível e lhe grita:
- Ei você, poderia ajudar-me? Prometi a um amigo que me encontraria com ele às duas da tarde, porém já são duas e meia e nem sei onde estou. Poderia me dizer onde me encontro?
O outro homem, com muita cortesia, respondeu:
- Mas claro que posso ajudá-lo! Você se encontra em um balão de ar quente, flutuando a uns vinte metros acima da estrada. Está a quarenta graus de latitude norte e a cinqüenta e oito graus de longitude oeste.
O balonista escuta com atenção e depois pergunta-lhe com um sorriso:
- Amigo, você trabalha como analista de sistemas?
- Sim, senhor, ao seu dispor! Como conseguiu adivinhar?
- Porque tudo o que você me disse está perfeito e tecnicamente correto, porém esta informação me é totalmente inútil, pois continuo perdido. Será que você não tem uma resposta mais satisfatória?
O analista fica calado por alguns segundos e finalmente pergunta ao balonista:
- E você, não seria por acaso um Gerente?
- Sim, por um acaso sou um gerente. Porque?
- Ah, foi muito fácil! Veja só: Você não sabe onde está e nem para onde vai. Fez uma promessa da qual não tem a mínima idéia de como irá cumprir e ainda por cima espera que outra pessoa resolva o seu problema. Continua exatamente tão perdido quanto antes de me perguntar. Porém, agora,por um estranho motivo, a culpa passou a ser minha...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Como funciona o Crowdtest?

   Alguns meses atrás, ouvi vagos comentários a respeito do Crowdtest, pesquisando um pouco mais, acessei o site da Base2 Tecnologia e fiz meu cadastro.
   A partir daí, comecei a receber emails para confirmar participação em projetos, até que confirmei em um onde os testes deveriam ser realizados em browsers atuais, como IE 9, 8 e 7, Chrome, Firefox e demais populares. Não tive muito tempo para executar os testes, utilizei o sistema por cerca de 20 a 30 minutos e relatei um erro funcional. Meu erro foi aceito e na finalização dos testes recebi um e-mail informando a aprovação do erro apontado e que o valor a ser pago, estava depositado em minha conta cadastrada no sistema.
   O valor é aceitável e para aquelas pessoas que dedicam um tempo maior podem conseguir uma boa grana.

Veja abaixo a apresentação do Crowdtest pela  Base2:

O CrowdTest traz inúmeras vantagens:
  •        Velocidade nos testes. O CrowdTest é veloz porque escala a quantidade de testadores de forma muito rápida. Diversos testadores espalhados pela Internet executam simultaneamente testes na aplicação.
  •       Maior cobertura de plataformas de testes. O uso dos computadores e telefones celulares dos próprios testadores potencializa a exploração das mais variadas configurações.
  •        Custo controlado. Podemos controlar os custos do projeto restringindo pelo número de bugs.
  •        Feedback do usuário. O testador reporta não só os bugs encontrados, mas possíveis melhorias.
  •        Utilização de usuários reais. Usuários não especializados em TI podem participar dos testes e oferecer uma visão única do software.
  •        O resultado é de alta qualidade porque além do testador ser remunerado por produtividade, os testadores são selecionados privilegiando perfis que tenham proximidade com o domínio do software alvo dos testes.
 Se você é testador, cadastre-se aqui para receber convites e participar de projetos realizados através do CrowdTest.
O CrowdTest é um serviço da Base2 que organiza mão-de-obra disponível na Internet para execução de testes. Esse modelo de trabalho é conhecido como crowdsourcing. Através desse serviço é possível testar softwares web, de desktop e softwares móveis.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

MPT - Melhoria de Processo de Teste Brasileiro

Considerações do MPT:
   O MPT.BR é um modelo para Melhoria de Processo de Teste de Software Brasileiro, que está sendo desenvolvido com o princípio básico de ser compatível com o modelo MPS.BR criado pela Softex e é baseado também em alguns critérios usados pelo CMMI. O MPT é voltado para a melhoria das áreas de teste de software de empresas de qualquer porte. O modelo é leve e passível de ser adotado por áreas de teste de software para apurar o seu nível de maturidade, sem com isso onerar os seus processos anteriormente implementados. O objetivo principal será garantir que áreas de teste de software de tamanho reduzido possam ser avaliadas e estimuladas a alcançarem níveis maiores de maturidade, sem que para isso tenham que incorrer em altos custos de operacionais.


  1. O MPT está subdividido em níveis de maturidade, sendo que no total compreendem-se 7 níveis;
  2. A única área de processo que uma organização precisa para chegar ao primeiro nível do MPT é a de Gerência de Projetos de Teste(GPT);
  3. Níveis e respectivas áreas de processo;
    Nivel 1
    Gerência de Projetos de Teste - GPT
    Nível 2
    Gerência de Requisitos de Teste - GRT
    Nivel 3

    Aquisição – AQU (opcional)
    Gerência de Configuração – GCO
    Garantia da Qualidade - GQA
    Medição - MED
    Nível 4
    Gerência de Recursos Humanos - GRH
    Nível 5

    Desenvolvimento de Requisitos - DRE
    Integração do Produto - ITP
    Validação - VAL (opcional)
    Verificação - VER
    Nível 6
    Análise de Decisão e Resolução - ADR
    Desenvolvimento para Reutilização - DRU(opcional)
    Gerência de Riscos - GRI
     Nível 7

    Análise de Causas e Resolução de Problemas- ACP
  4. A implantação de uma área de processo não é obrigatória em nenhum nível. Trata-se apenas de uma forma de facilitar o uso das práticas exigidas.
  5. Cada área de processo possui Práticas específicas e Objetivos genéricos;

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Material para a Prova CBTS(Revisão)

Como todos sabem a prova da ALATS vai ser nesse fim de semana dia 27/11, tendo em vista o material que tenho, estarei disponibilizando abaixo um pouco do resumo que utilizo para estudar para a prova. Estarei postando em partes e ressalto que o mesmo não está organizado por sequência, são simplesmente pontos que achei importante enquanto lia o livro;


  1. Evidência de testes é garantir que os testes descritos foram executados e os resultados obtidos por cada um deles;
  2. Conforme Padrão IEEE os relatórios que devem ser elaborados são:
    Relatório de log de teste, Relatório de sumário de teste e Relatório de incidentes de teste.
  3. APT(Ponto de teste) utiliza funções transacionais que são:
    Entradas/Saídas, Consultas externas e Saídas externas;
  4. Testes unitários, de integração, de sistema e de aceitação, podem ser classificados como testes de validação;
  5. Fator de teste, são os riscos que precisam ser tratados através da estratégia de testes;
  6. Os teste unitários podem remover entre 30% e 50% dos defeitos dos programas;
  7. Documentos do processo de teste são:
    Estratégia de testes, Análise de riscos, Planos de testes, Casos de testes, Script de testes e Registro de testes.
  8. Após testes unitários e de sistema, os sistemas podem ir para produção ainda com aproximadamente 49% dos defeitos;
  9. Risco = Chance de falhar X Prejuízo causado pela falha;
    Risco é uma perda em potencial para a organização. É a probabilidade de algo acontecer ou não trazendo benefícios ou malefícios.
  10. Método PairWise de teste(Teste de Combinação dupla)
    Requer que para cada par de parâmetros de entrada de um sistema, cada combinação de valores válidos entre esses dois parâmetros, seja coberta ao menos por um caso de teste.
  11. Erro -> Defeito -> Falha
    Erro: engano cometido por seres humanos ou resultado de uma falha humana;
    Defeito: Resultado de um erro encontrado num código ou num documento;
    Falha: Resultado ou manifestação de um ou mais defeitos.
  12. FURPS é um modelo metodológico(do RUP) com as seguintes categorias de qualidade:
    Funcionalidade, Usabilidade, Confiabilidade, Desempenho e Suportabilidade.
  13. O QAI estabelece que um risco pode ser determinado de quatro formas:
    Intuição ou julgamento, Consenso, Fórmula de risco ou Estimativas de perdas anuais.
  14. O PMI desenvolveu um modelo onde cada processo(ou subprocesso) é definido como:
    Entradas; Ferramentas e Técnicas; Saídas.
  15. O plano de testes é formado por quatro partes:
    Informações gerais;               Especificações e avaliações;
    Plano;                                   Descrição dos testes.
  16. O tratamento de riscos aparece inicialmente na área de processo Planejamento de Projeto(PP), no nível de maturidade 2 CMMI.
  17. O processo de gestão de defeitos tem como objetivo primordial "evitar defeitos";
  18. Um dos princípios básicos para evitar defeitos é minimizar riscos;
  19. Quanto melhor e mais qualificada for a equipe, menor será o índice QET(Qualificação da equipe de teste);
  20. 3P X 3E
    3P: Procedimentos Iniciais, Planejamento e Preparação
    3E: Especificação, Execução e Entrega 
Inicialmente estou disponibilizando uma parte e estarei tentando disponibilizar ainda essa semana mais conteúdo, vou tentar preparar um conteúdo referente ao MPT.BR.

Críticas e sugestões, efetuá-las através de comentários que estarei realizando o Feedback.

sábado, 6 de novembro de 2010

Questões ALATS - Certificação Brasileira de Teste de Software

    É faltam poucos dias para o exame da CBTS e muitos devem estar se preparando para a prova, então, para esse post eu preparei um resumo de algumas questões que caíram no último exame realizado pela ALATS. De certa forma servirá para todos terem uma boa noção do que é abordado na prova. Os conceitos foram retirados do livro “Base de conhecimento em teste de software”, que é a principal referência para a prova.


01.  Definição de erro
Engano cometido por seres humanos/ Resultado de uma falha humana.
02.  Definição de testes de regressão
Testar novamente segmentos já testados após a implementação de uma mudança em outra parte do software.
03.  Definição de conceito V de testes
O grupo que FAZ trabalha com o objetivo de implementar o sistema e a equipe que CONFERE, simultaneamente, executa procedimentos de testes visando minimizar ou eliminar riscos. O ciclo de vida de testes pressupõe que sejam realizados testes ao longo de todo o processo de desenvolvimento.
04.  Objetivo de testes de segurança
Os testes de segurança visam descobrir defeitos muito difíceis de identificar.
05.  Definição de atividades de verificação
As atividades de Verificação e Validação servem para assegurar que o software funcione de acordo com o que especificado e atenda aos requisitos dos stakeholders. Essas atividades constituem um processo iniciado com as revisões dos requisitos, passando pelas revisões da análise e do projeto do software e as inspeções do código até chegar aos testes.
Verificação é uma atividade que tem como objetivo assegurar consistência, completitude e corretitude do produto em cada fase e entre fases consecutivas do ciclo de vida do software (Estamos construindo corretamente o produto?).
06.  Definição de atividades de validação
 Validação é uma atividade que tem como objetivo assegurar que o produto final corresponda aos requisitos do software (Estamos construindo o produto certo?).
07.  Nível máximo de maturidade sem testes
Podemos dizer que, sem o teste perfeitamente caracterizado numa área separada, não é possível atingir, nesse caso, o nível 3 de maturidade. Portanto o nível máximo a se atingir sem testes é o nível 2.
08.  Nível de maturidade CMMI (verificação e validação)
Nível de maturidade do CMMI que possui como área de processo Verificação e Validação é o nível 3.
09.  Regra 10 Mayers
Estabelece que o custo de correção de defeitos tende a aumentar quanto mais tarde o defeito é detectado.
10.   Objetivo de testes de estresse
Avaliar o comportamento do software sob condições críticas, tais como restrições significativas de memória, de área de disco e de CPU.
11.   Turnkey(Pacotes/Softwares fechados)
Requer modificações de funções ou regras estabelecidas nas responsabilidades dos participantes das atividades do CVDS.
12.   O que determina os testes de tratamento de erros
Determinam a capacidade do sistema de tratar apropriadamente transações incorretas.
13.   Categoria dos testes de estresse na metodologia FURPS
Confiabilidade
14.   Categoria dos testes de carga na metodologia FURPS
Desempenho
15.   Definição de testes de recuperação
Testes de recuperação garantem a continuidade das operações após um desastre, também verifica a eficácia das partes do componentes do processo.
16.   Definição de teste estrutural
Testes estruturais garantem que o software e programas sejam estruturalmente sólidos e que funcionem no contexto técnico onde serão instalados.
17.   Qual o princípio de pareto?
20% do software é responsável por 80% de suas funcionalidades.
18.   Modelo desenvolvido pelo PMI em que cada processo é definido como:
Entrada; Ferramentas e técnicas; Saídas
19.   Formas de avaliação gerência de riscos
Identificação, Análise, Classificação, Planejamento, Rastreamento e Controle.
20.   Risco
É uma perda em potencial para a organização. O risco pode ser medido através da análise de risco.
21.   Análise de riscos
É uma avaliação dos recursos de informação de uma organização e suas vulnerabilidades. A análise de riscos combina a probabilidade de ocorrência com a gravidade dos danos causados por sua ocorrência.
22.   Análise quantitativa
Processo de análise numérica do efeito dos riscos identificados nos objetivos gerais do projeto. A análise quantitativa de riscos é realizada nos riscos que foram priorizados pelo processo de análise qualitativa, por afetarem potencial e significativamente das demandas conflitantes do projeto.  Ela analisa o efeito desses eventos de risco e atribui uma classificação numérica a esses riscos. Ela também apresenta uma abordagem quantitativa para a tomada de decisões na presença da incerteza.
23.   Plano de testes em planejamento de riscos
Os seguintes planos de testes devem ser elaborados: Plano de Mitigação e Plano de Contingência.
24.   Especificação de projeto de teste
Um detalhamento da abordagem apresentada no plano de teste que identifica as funcionalidades e as características a serem testadas pelo projeto.
25.   Técnicas de teste
Método Step-by-step, Método PairWase, Gráfico de Causa e Efeito, Método de Classe e Equivalência e Método dos Valores-Limite.

Inicialmente estão descritas acima apenas 25, em alguns dias postarei mais, bons estudos.